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Mostrando postagens com marcador compostagem. Mostrar todas as postagens
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domingo, 11 de julho de 2010

2 - PORQUE FAZER COMPOSTAGEM

Permite o melhor aproveitamento de restos orgânicos com relação C / N desbalanceada, que juntos aproximam-se de uma C/N desejada (de 25/1 )

Ø Desinfeta os materiais orgânicos de doenças, pragas e ervas daninhas.


Ø Afugenta ratos e camundongos, cobras.


Ø Permite acumular e multiplicar Matéria Orgânica para uma aplicação posterior e estratégica.


Ø Reduzem as perdas de nutrientes, disponíveis em resíduos subaproveitados.


Marcos Castilho
Responsável Técnico
(17) 99175 7629 Claro
(17) 99738 5502 Vivo
Skype: marcosjc1964

3 - QUALIDADES DO COMPOSTO

Ø Fonte de lenta liberação de macro e micronutrientes como também de nutrientes orgânicos;

Ø Excelente estruturador do solo, favorecendo um rápido enraizamento, formando grumozidade;

Ø Aumento da capacidade de infiltração de água, reduzindo a erosão;

Ø Grande ativador da vida do solo, responsável por todos itens de um solo fértil;

Ø Permite o aumento do teor de Matéria Orgânica, aumentando também a capacidade de retenção de água no solo;

Ø Aumenta a saúde e a resistência das plantas, que são enfraquecidas por adubos minerais.


Marcos Castilho
Responsável Técnico
(17) 99175 7629 Claro
(17) 99738 5502 Vivo
Skype: marcosjc1964

4 - PRINCÍPIOS DA COMPOSTAGEM

A compostagem é uma seqüência de ações de microorganismos sobre a matéria orgânica, que a “digerem”. Este processo, desde o inicio até a maturação do composto, acontece em fases que podemos observar:

Ø Primeira fase (termófila e mesófila): atuam principalmente fungos, bactérias , actinomicetos, protozoários e miriápodes; nela se destaca o "cozimento" e a decomposição da celulose e hemicelulose; a lignina continua sendo decomposta e será modificada mais lentamente.

Ø Segunda fase (transformação): atuam principalmente, protozoários e minhocas; termina a decomposição de celulose, continua a de lignina e principia a síntese de ácidos húmicos.

Ø Terceira fase (amadurecimento):
besouros, lacraias e formigas; a síntese e ressíntese de húmus é concluída e estabilizada. Para uma boa atuação, deve-se ter equilíbrio, de ar e umidade, suficiente calor e um PH propício.

5 - MATÉRIA PRIMA

A principio todos os restos vegetais e animais podem ser aproveitados; deve-se evitar apenas dejetos humanos e de animais carnívoros. 

Todo material orgânico é fonte de energia e de nutrientes para os organismos decompositores, sendo necessário, portanto, sabermos avaliar cada qual nas suas características.

1- materiais de rápida oxidação : rápido aumento da temperatura da pilha - amido. açúcar, vitaminas e aminoácidos (materiais mais úmidos, mais ricos em nitrogênio).

2- materiais de lenta oxidação: hemicelulose, celulose, e principalmente lignina (materiais muito secos, ricos em carbono).

7 - ESTRUTURA DO MATERIAL

Material muito lenhoso (galhos, ramos, etc. ) não devem passar de 10% em volume. 


Caso contrário resultará numa pilha hiper-arejada e por isso muito seca. 


No caso ideal deixar os galhos de molho ou ainda usa-los para compor a cama de animais. 


Este material deve ser quebrado em pedaços com 5 a 12 cm de comprimento ( 1/2 palmo).

Material muito fino (borra de açude ou plantas aquáticas) devem ser pré-secas para não empastar a pilha, que ficará muito úmida.

8 - UMIDADE



Umidade ideal: 50 a 60%;
teste prático: o composto deve soltar água como uma esponja que já foi espremida antes.

Umidade processual mínima : 40 a 45%

Umidade para conservação: 12 a 15%

Obs.: Para manter a umidade ideal, deve-se cobrir a pilha com folhas ou qualquer tipo de palha, ou até plantar uma abóbora em volta dela. Na questão da umidade torna-se importantíssima a escolha de um bom local.

9 - LOCAL APROPRIADO


Este deve ser protegido do vento, do sol e da chuva. 
Na sombra de uma árvore temos estas condições e ainda deixamos o resíduo da pilha para esta árvore. 
Por isso o pomar, é um ótimo local para se fazer uma rotação com as pilhas.

Num local coberto e com piso firme, temos as condições ideais que minimizam as perdas. 
Quando exposto a sol e chuva diretamente, o composto pode perder até metade de sua qualidade, devido à perda de nutrientes. 
Em regiões muito úmidas fazer a pilha ao nível do chão protegendo o local com um sulco escoador e escolhendo leve inclinação. 
Em regiões muito secas a pilha pode ser enterrada a um terço (50 a70 cm)

10 - AREAÇÃO

Ela é antagônica à umidade e deve ser bem dosada. Garante o bom suprimento de todo os seres decompositores com oxigênio, eliminando ainda o gás carbônico produzido. 

A maior ou menor aeração se consegue através do tamanho da matéria prima.
pedaços > 5cm = macroporosidade = aeróbia ()
pedaços < 5cm =" microporosidade" o =" silagem)">

Para obter a macroporosidade - suficiente circulação de ar deve-se:
Ø iniciar a pilha sobre um colchão de galhos e palha;
Ø pequeno composto doméstico pode ser feito em caixas: furar todas as paredes;
Ø ao montar a pilha, é ideal misturar bem ou intercalar em camadas as partículas grossas e finas;
Ø nunca pisar ou socar a pilha;
Ø pode-se improvisar canais de aeração montando a pilha com bambu ou galhos de atravessado que são mexidos num certo intervalo de tempo;

11- TEMPERATURA




Ao longo do processo de compostagem, o corpo da pilha, ou melhor seu centro, passa pela seguintes etapas Caracterizadas pela variação da temperatura: 

FASE l: médias e altas temperaturas, decomposição de celulose de amido e açúcares. 

FASE  2: altas Temperaturas, decrescendo, decomposição de celulose.

FASE 3: temperaturas baixas, estabilização, ressíntese.

Num dimensionamento errado da pilha do composto, a temperatura pode ficar aquém ou além do desejável:
- largura da pilha < l m x altura < l m = pilha não se aquece e precisa de cobertura especial para acumular o calor.
- largura da pilha > 2,5m x altura > 1,5m = pilha aquece muito e predominam Microorganismos termofílicos, resultando num produto inferior. 

12 - PRÁTICA DE COMPOSTAGEM

Coleta do material
Na coleta de material leve e seco deve-se maximizar o volume transportado, pois o peso pouco importa. Para tal, deve-se aumentar a capacidade de carga através de redes ou lonas. É sempre bom estocar matéria prima
Montagem da pilha ( inspirada no método indiano Indore)

A - Havendo pouco material a pilha é erguida somente numa ponta, para que sempre possa se atingir a altura ideal. ( que é igual à largura)

B - A mistura ideal contém restos de vegetais e esterco, adicionando-se algum pó de rocha (fosfato de rocha ou pó de basalto).

C - Havendo material mais grosso e palhoso, este deve passar alguns dias no estábulo antes de ir para a pilha.

D - Um pequeno bastão serve para se arejar a pilha entre as reviradas. Tal arejamento torna-se necessário quando há carência de material estrutural (galhos, palhadas grosseiras).

E - Em menos de uma semana a temperatura (60 a 70º C) chega ao máximo o que "cozinha", por assim dizer, os materiais estruturais (fibras, celulose) fazendo a pilha desmontar e cair a 1/3 do tamanho inicial.

É sempre interessante identificar as pilhas de composto com plaquetas que indiquem as pilhas que estão prontas e em processo e as plaquetas que indiquem as que estão sendo formadas, de forma que aquelas que já atingiram o tamanho ideal fiquem em processamento sem mais incorporação de nenhum material, e o material do dia disponível seja usado para formar uma nova pilha. Podemos também identificar nestas plaquetas a provável época de maturação e estabilização do composto que estará pronto para uso. 

No produto final ocorre um equilíbrio entre tudo que foi usado, resultando num material sem moscas, levemente úmido e com cheiro de terra. A qualidade do composto depende da forma como ele é tratado, e se tivermos em mente que ele é um dinamizado natural, podemos ver formas de potencializá-lo. Podemos citar aqui, como exemplo, uma questão de aprofundamento sobre a atuação do composto quando aplicado no solo: podemos ampliar esta atuação para o tratamento dos males que acometem as plantas, principalmente os citros e bananeiras. Sabe-se que as doenças causadas pelos fungos e bactérias – os parasitas ocorrem mais facilmente em monoculturas e solos pobres em matéria orgânica, onde se encontram difundidos pela terra e pelo ar. No entanto, é possível fazer com que as culturas criem uma resistência a eles. Pode-se dizer que numa compostagem bem feita, os restos de frutos doentes não chegariam a contaminar o meio e a propagar-se como a princípio poderia se pensar; ao contrário, se converteria numa “informação dinamizada” para os tratamentos dos (males), desequilíbrios.



BIO BOKASHI


Após a formação da pilha, dilua 1 litro do BIO BOKASHI  em 150 litros de água e molhe a pilha pelo menos 1 vez por semana (a quantidade de calda vai varia de acordo com o tamanho da pilha).
Os componentes do produto vão acelerar a decomposição do massa orgânica e ao mesmo tempo melhorando a qualidade da mesma.

O BIO BOKASHI deve ser usado na cultura também de acordo com as especificações do técnico para cada cultura, suprindo a planta em todas as fases de seu desenvolvimento.

SUMISAN


O SUMISAN é essencial para a planta, devendo ser utilizado no final da compostagem misturado a bio massa na proporção indicada pelo fabricante.